O pregão da Bolsa de Valores de Nova York parece um lugar onde fortunas são feitas em segundos. É alto. É rápido. É também uma pequena fatia da economia americana.
Aqui está a dura verdade: o status de empresa pública não é o padrão para a maioria das empresas. Nos Estados Unidos, menos de 1% de todas as empresas são negociadas publicamente. A maioria permanece privada. Eles permanecem pequenos. Eles ficam escondidos.
Então, por que a distinção é importante? E porque é que apenas um punhado de empresas dá o salto das sombras privadas para a luz brilhante e brutal dos mercados públicos?
O que realmente define uma empresa pública?
Uma empresa pública é simples na definição, mas complexa na prática. Emite ações. Essas ações são negociadas em bolsa pública ou em mercado de valores mobiliários não cotados.
É isso.
Mas essas ações têm peso. Eles representam propriedade. Ao comprar uma ação, você está comprando um pedaço da entidade. Isso vem com direitos dos acionistas. Estes direitos não são universais; eles são definidos pelo estatuto da empresa, seu estatuto social e pelas leis do estado ou país onde ela foi constituída.
Normalmente, esses direitos incluem:
– O direito de voto em decisões importantes, como a nomeação de diretores.
– O direito de vender suas ações quando quiser.
– O direito a dividendos ou outras distribuições caso a empresa decida pagá-los.
As empresas privadas também podem emitir ações. Eles simplesmente não os comercializam em mercados públicos. Muitos oferecem ações a funcionários ou investidores individuais específicos. A diferença é a liquidez. As ações públicas podem ser compradas e vendidas por qualquer pessoa com conta em uma corretora. As ações privadas são mais difíceis de movimentar.
O mecanismo de IPO: como o salto acontece
A transição do privado para o público é chamada de Oferta Pública Inicial ou IPO.
Este é o momento em que uma empresa privada decide vender participações acionárias ao público em geral. O processo é rigoroso. É caro. É arriscado.
As empresas geralmente listam suas ações nas principais bolsas, como a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), NASDAQ ou até mesmo em mercados internacionais como a Bolsa de Valores de Xangai (SSE).
Veja como funciona o preço antes do sinal tocar:
1. Os bancos de investimento subscrevem o IPO.
2. Eles determinam um preço fixo para a ação.
3. Eles vendem essas ações primeiro para investidores credenciados e institucionais.
Assim que a negociação começa, as regras mudam. O preço não é mais fixo. Ele flutua. Ele reage à oferta, à demanda e ao sentimento do mercado.
Consideremos o IPO do Facebook em maio de 2012. As ações foram cotadas a US$ 38. Em agosto, esse preço caiu para US$ 18,06.
O mercado não se importa com o seu plano de negócios. Ele se preocupa com o que os investidores estão dispostos a pagar agora.
O valor das ações continuará a subir ou a cair com base nas condições de mercado aberto. Pode estabilizar. Pode despencar. Ele pode subir. Mas está sempre fora do controle direto do fundador quando o símbolo aparece.
Valor de mercado versus valor empresarial: medindo o valor
Como valorizamos essas empresas? A métrica mais comum é capitalização de mercado, geralmente chamada de capitalização de mercado.
Você o calcula pegando o preço atual das ações e multiplicando-o pelo número de ações em circulação disponíveis para negociação. É um rápido retrato de quanto os investidores acham que a empresa vale. Ele define o tamanho. Ele estabelece padrões de referência.
Mas a capitalização de mercado não é o quadro completo. Ignora a dívida. Ignora as reservas de caixa.
Uma medida mais precisa para alguns setores é o valor da empresa. Esta métrica leva em consideração o financiamento da dívida e o dinheiro disponível da empresa. Se uma empresa estiver sobrecarregada de dívidas, a sua capitalização de mercado poderá parecer saudável, enquanto a sua posição financeira real é frágil. O valor da empresa corrige essa distorção.
Qual métrica é mais importante? Depende da indústria. Depende da saúde financeira da empresa. Você precisa de ambos para ver toda a paisagem.
A vantagem: capital e visibilidade
Por que passar pela dor de um IPO?
A principal vantagem é o acesso ao capital. A venda de ações em mercados abertos traz grandes quantias de dinheiro sem aumentar o endividamento. Você não está pedindo emprestado a um banco. Você está vendendo propriedade.
Este capital pode ser usado para:
– Desenvolver novos produtos.
– Expandir para novos mercados.
– Adquirir concorrentes.
A negociação pública de ações também traz benefícios potenciais para o preço das ações. Os investidores aumentam os preços. A empresa ganha perfil. Torna-se conhecido pelo público em geral, não apenas pelos membros da indústria. Esse reconhecimento da marca pode ser um fosso competitivo.
A desvantagem: supervisão e incentivos desalinhados
Abrir o capital não é viável para a maioria das empresas. As desvantagens são significativas.
Primeiro, há transparência. As empresas públicas devem divulgar mais informações do que as privadas. Nos EUA, eles devem apresentar relatórios anuais e trimestrais à Securities and Exchange Commission (SEC). Esses dados são públicos. Os concorrentes podem ver isso. Os analistas podem dissecá-lo.
Em segundo lugar, existe a separação entre propriedade e gestão. Quando uma empresa abre o capital, a propriedade se espalha. É comum que os diretores possuam menos de 1% das ações.
Isso cria um conflito. Quem está comandando o show? Os fundadores? Os gestores profissionais?
A liderança geralmente recebe incentivos em ações como parte de sua remuneração. Em teoria, isso alinha seus objetivos com os dos acionistas. Se a ação subir, eles ganham.
Mas, na prática, isso pode encorajar o pensamento de curto prazo. Um gestor pode economizar em P&D de longo prazo para aumentar os lucros trimestrais e atingir as metas de preço das ações. Isso prejudica a saúde da empresa a longo prazo.
Você pode voltar?
É possível, embora raro, que uma empresa pública se torne privada.
Isso acontece quando uma empresa pública é adquirida por um acionista controlador. Esta entidade poderia ser:
– Um investidor individual.
– Um grupo de investidores.
– Outro negócio.
Eles devem possuir a maioria das ações da empresa para forçar essa mudança. A empresa sai da bolsa. Ele retorna ao status privado. A supervisão desaparece. A liquidez desaparece. Mas o mesmo acontece com o escrutínio público.
A decisão não é uma questão de exagero
Abrir o capital é uma escolha estratégica. Não é garantia de sucesso. É um mecanismo de captação de recursos, sim. Mas isso traz consigo pesadas responsabilidades. Isso vem com perda de controle. Isso vem com a pressão constante do mercado.
Para uma pequena percentagem de empresas, os benefícios superam os custos. Para a grande maioria, permanecer privado é o caminho mais inteligente e seguro.
O pregão é real. O dinheiro é real. Mas o caminho para chegar lá é mais estreito do que parece. A maioria das empresas nunca passará por isso. E está tudo bem.


























